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Licopeno e Doença Hepática Gordurosa não Alcóolica

 

A doença hepática gordurosa não alcóolica (DHGNA) é caracterizada pelo acúmulo de triacilgliceróis no fígado. É considerada a manifestação hepática da síndrome metabólica e está relacionada com a obesidade, resistência à insulina, hipertensão e dislipidemias. Apresenta potencial para evoluir para formas inflamatórias com formação de fibrose e, ainda, para a cirrose e formação do carcinoma hepatocelular. Considerada uma doença predominante na população adulta, nas últimas três décadas a DHGNA começou a ser descrita em crianças.

A alimentação pode modular o desenvolvimento da DHGNA. Dentre os compostos presentes nos alimentos, o licopeno, carotenoide com propriedades antioxidantesencontrado no tomate e produtos relacionados, pode prevenir a formação de placas aterogênicas, contribuindo para a redução do risco de doenças cardiovasculares e é considerado hipocolesterolêmico, já que inibe a enzima HMGCoA redutase. Esse carotenoide apresentou, ainda, a capacidade de prevenir o desenvolvimento da DHGNA em ratos.

Em um trabalho publicado neste mês no The Journal of Nutritional Biochemistryos autores analisaram lipídios plasmáticos e 72 metabólitos hepáticos por espectrometria de massas de ratos submetidos à dieta hipercolesterêmica (modelo para desenvolver DHGNA) e que foram tratados com suco de tomate (fonte de licopeno).

Animais que receberam suco de tomate apresentaram redução nos triacilgliceróisplasmáticos quando comparados aos ratos controles, além de apresentarem evolução mais lenta da DHGNA. Dos 72 metabólitos analisados, 38 apresentaram concentrações modificadas pelo consumo de suco de tomate, e muitos destes não eram relacionados ao estressoxidativo. Ou seja, o licopeno não atua somente como antioxidante. Esse trabalho reforça o papel pleiotrópico dos nutrientes e dos compostos bioativos presentes nos alimentos; eles atuam por diversas vias moleculares simultaneamente.

Link para o artigo:http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0955286313000983#


Por:
Renato 
Heidor

Pesquisador do Laboratório de Dieta, Nutrição e Câncer da FCF-USP
Comissão Técnica de Divulgação, Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição - SBAN