BLOG SBAN: Alimente-se com ciência

Por que é tão difícil manter o peso ideal?

Publicado em: 02/09/2021 Autor: Luciana Oquendo Pereira Lancha*

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Photo by I Yunmai

Durante séculos a busca pela redução da gordura corporal faz a população mundial buscar atalhos para a pandemia da obesidade que exerce efeito devastador na saúde pública. Responsável direta ou indiretamente por mais da metade das mortes em todo o planeta e por elevar o custo social de assistência à saúde, nós ainda estamos perdendo esta batalha.

A necessidade de perder peso é bem compreendido, no entanto, o processo é difícil e uma estimativa revela que menos de 1 em 100 pessoas são bem-sucedidas em conseguir manter a perda de peso.

As restrições alimentares autoimpostas são, na maioria das vezes, aplicadas pelos indivíduos em si mesmo sem orientação profissional e acompanhamento adequado na busca do emagrecimento. Essas restrições alteram a quantidade de alimentos ingeridas, assim como a qualidade dos nutrientes, promovendo privações que desencadeiam comportamentos alimentares negativos como o comer transtornado. Estas dietas favorecem o ciclo: consumo, culpa, recompensa.

O indivíduo não resiste a um alimento proibido, acaba se permitindo, sente prazer seguido de culpa e isso gera necessidade de recompensa imediata que o leva a se permitir novamente até chegar ao fim do pacote de chocolate, o que traz um prazer e um alívio, pois a tentação não está mais ali presente.

A longo prazo a prática de dietas restritivas tem demonstrado baixa eficácia, apesar de no início ocorrer a perda de peso, os indivíduos reganham o peso perdido ou mais em até 1 ano após a dieta restritiva. Um estudo mostrou que em quase 17.000 crianças com idades entre 9-14 anos, que “fazer” dieta restritiva foi um preditor significativo de ganho de peso.

Recente revisão discute as evidências científicas de três categorias de dietas para perda de peso: Dietas com alteração de composição de macronutrientes; jejum intermitente e dietas populares. Ela conclui no longo prazo, as evidências atuais indicam que dietas diferentes promoveram perda de peso semelhante e a adesão às dietas é que irá predizer seu sucesso.

Buscar uma forma saudável e equilibrada de se alimentar, sem buscar alimentos bons ou ruins, mas entendendo que uma dieta balanceada e sustentável é inclusiva e não exclusiva de alimentos tem se mostrado o único caminho duradouro nesta jornada em busca do peso ideal.

*Luciana Oquendo Pereira Lancha é Nutricionista pela Faculdade de Saúde Pública da USP, Bacharel em Esporte pela Escola de Ed. Física e Esporte da USP, Mestrado em Biologia Celular pelo Instituto de Biologia da UNICAMP, Doutorado em Ciências pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Pós Doutorado no Institut de la Recherche Agronomique-Paris, Personal/Professional Coach formada pela Sociedade Brasileira de Coaching, Wellness Coach formada pela WellCoaches by ACSM (American College of Sports Medicine), Certificação  em Mindfulness pelo Mindfulness e Movimentos de Integração  e Diretora IBES - Instituto de Bem Estar e Saúde.

 

Sarcopenia e Importância da Nutrição

Publicado em: 01/08/2021 Autor: Patrícia Ruffo*

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Photo by Visual Stories/Micheile

Com o aumento da população idosa em ritmo acelerado em todo o mundo, torna-se necessário o maior entendimento dos fenômenos associados ao processo de envelhecimento. Um deles é a sarcopenia que é caracterizada pela perda progressiva da massa muscular associada a perda da força muscular e diminuição do desempenho físico. Em consequência é em parte responsável pela perda de qualidade de vida na terceira idade.

A massa corporal total humana é composta por aproximadamente 40% de massa magra, sendo que um quarto de toda a síntese proteica corporal ocorre no músculo. O tecido muscular esquelético diminui cerca de 40% entre 20 e 60 anos de idade. Idosos saudáveis podem apresentar perda muscular de 1-2% ao ano, principalmente nos membros inferiores. Idosos com sarcopenia apresentam redução da densidade mineral óssea e maior risco de osteopenia (perda leve de massa óssea) e osteoporose (perda de massa óssea bem mais relevante). No processo de envelhecimento há redução do teor de água, aumento de gordura e declínio de massa muscular.

Estudo realizado no Brasil estimou prevalência de sarcopenia em 33.3% dos idosos, principalmente os que apresentavam baixo peso corpóreo. A estimativa para 2025 é de um aumento de mais de 33 milhões de idosos, tornando o Brasil o sexto país com maior percentual populacional de idosos no mundo.

Prevalência de Sarcopenia

Prevalência > 50% em idosos com mais de 80 anos

Prevalência mundial varia entre 3 a 30% dos idosos

Medidas preventivas, tais como a adequação da dieta e a prática de atividade física ao longo da vida, podem ajudar a preservar a massa muscular e óssea e reduzir assim o risco de sarcopenia em indivíduos mais velhos.

Pessoas com idade entre 40 a 70 anos reduzem a ingestão de alimentos em cerca de 25% e tendem a consumirem nutrientes inadequados. Uma nutrição adequada pode promover anabo­lismo e minimizar as alterações musculares em idosos. Para tanto avaliar, primeiro, o estado nutricional para a devida adequação calórica; lembrando que proteína e vitamina D são os dois componentes considerados principais em relação à dieta na sarcopenia.  A proteína fornece os aminoácidos necessários para a síntese muscular; a vitamina D têm sido relacionada à força muscular.

*Patriícia Ruffo é Nutricionista e Membro da Diretoria da Sban.

 

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