BLOG SBAN: Alimente-se com ciência

Como manter hábitos saudáveis em tempos de distanciamento social

Publicado em: 15/10/2020 Autor: Sban*

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Photo by Anrita

A pandemia causada pela infecção do coronavírus trouxe impactos no nosso estilo de vida - local de trabalho, atividades de lazer, acúmulo de funções dentro de casa e alterações no estado emocional. Neste cenário, a alimentação tem papel chave na manutenção da saúde, trazendo benefícios para o corpo e para mente. Mas como manter a alimentação saudável e fazer boas escolhas?

O primeiro passo é planejar as refeições e as compras com antecedência. Isso permite a escolha consciente dos alimentos, garante estoques adequados em casa e nos estabelecimentos e contribui para menor tempo gasto fora de casa e menor exposição ao vírus.

O estresse causado pelo isolamento social pode ser um gatilho para comer muitas calorias, por isso priorizar os alimentos em seu estado mais simples é uma boa medida. Na hora de elaborar a lista de compras, atente ao que já tem em sua cozinha e dê preferência para os alimentos in natura, priorizando os itens da época. Na hora de compor o prato, é importante evitar o excesso de alimentos industrializados ricos em sal, gorduras e açúcar. Se a refeição for adquirida pronta, prefira restaurantes de comida caseira e pratos cozidos ou grelhados. Uma dica valiosa inclui conhecer feiras livres e produtores locais que podem oferecer alimentos mais frescos e proporcionar a experiência de conhecer melhor a origem do alimento e despertar o interesse por novas preparações e pratos.

Quem não tem muito tempo para cozinhar, pode separar um dia para o preparo de alimentos em maior quantidade para congelar e consumir em outros dias. A tarefa pode ainda ser dividida com o resto da família e propiciar momentos de lazer e aprendizado na cozinha.

Por fim, vale ressaltar que a alimentação saudável promove o adequado funcionamento do nosso sistema imunológico. Não existe nenhum alimento, nutriente ou suplemento que previna a infecção pelo coronavírus, porém a ingestão adequada de água e de todos os nutrientes permite que o organismo trabalhe em harmonia.

*Sban – Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição – Comissão de Comunicação.

 

Formação de hábitos alimentares do lactente: o que é importante saber?

Publicado em: 05/10/2020 Autor: Daniella dos Santos Galego*

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Photo by Eibner Saliba

O período dos primeiros 1000 dias é uma janela de oportunidades na formação dos hábitos alimentares do lactente e o desenvolvimento do paladar é um dos fatores que influenciam na aceitação de novos alimentos, estabelecendo preferências alimentares por toda uma vida.

Durante o período intrauterino, o feto é exposto a uma variedade de estímulos sensoriais provenientes da dieta materna, através do líquido amniótico, e que podem resultar em preferência a um determinado sabor ou odor dos alimentos; e posteriormente, na amamentação, o perfil de sabores do leite materno, continuará a sensibilização das papilas gustativas do lactente.

Já nas primeiras horas de vida, estudos demonstraram preferências do recém-nascido ao sabor doce, cuja papila tem sensibilização inicial intra-útero e na amamentação - pela presença de lactose do leite materno; recusaram o sabor azedo e apresentaram expressões faciais de rejeição com “careta” ao sabor amargo. O sabor amargo pode indicar a presença de compostos potencialmente tóxicos e, por isso é mais rejeitado e evitado. As mudanças das concentrações de lactose próximo ao quarto mês de vida, aumentam os níveis de cloreto no leite humano, tornando-o levemente salgado, e essa mudança pode favorecer a sensibilização inicial ao salgado.

Durante a introdução alimentar, há um novo momento de sensibilização das papilas gustativas através da exposição a uma variedade de alimentos. Essa transição da dieta láctea à alimentação mais próxima da família dos 6 aos 12 meses, deve ser conduzida por meio de um processo de aprendizagem aos sabores e odores dos alimentos e atribuída à exposição repetida, considerado um exercício de adaptação.

Contudo, em 2012 um estudo com crianças brasileiras de 6 a 59 meses demonstrou um consumo diário de 12,7% de verduras, 21,8% de legumes e 44,6% frutas, e maior consumo de alimentos doces e com alto teor de gordura. Essa baixa frequência a alimentos de sabor mais amargos e salgados, na alimentação das crianças nos primeiros anos de vida, tem reflexos importantes na formação de seletividade alimentar e dificuldades alimentares futuras, além de riscos de deficiências de micronutrientes importantes à saúde da criança, como ferro, zinco, vitamina A vitamina C e vitaminas do complexo B.

*Daniella dos Santos Galego é Nutricionista, Especialista em Nutrição da Concepção a Adolescência pela UNICSUL e Pós-graduada em Nutrição Pediátrica pela Universidade de Boston.

 

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