BLOG SBAN: Alimente-se com ciência

Benefícios do processamento do leite

Publicado em: 01/08/2020 Autor: Paulo Henrique Fonseca da Silva

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Photo by Mehrshad Rajabi

O leite está arraigado na nossa cultura e no cotidiano e dele esperamos que seja saudável e seguro.

Rico em água e nutrientes, é um alimento perecível, requerendo cuidados e adequadas tecnologias de processamento, capazes de promover condições de conservação e segurança para o consumo. Desde a produção primária, as condições de saúde e higiene dos animais, do ambiente e dos utensílios e equipamentos são imprescindíveis à qualidade do leite. Caso microrganismos causadores de doenças ou suas toxinas tenham acesso ao leite, poderão representar risco à saúde do consumidor. Acresce-se a presumível ocorrência de microrganismos deterioradores, capazes de comprometer a qualidade e a conservação do leite.

O leite cru ou in natura ou, ainda, “o leite direto da vaca”, não é apropriado para o consumo direto, pois, além da potencial veiculação de microrganismos patogênicos, não é submetido a protocolos de controle de qualidade nem à inspeção higiênico-sanitária.

O leite pasteurizado, também conhecido como “leite de saquinho”, é aquele tratado termicamente a 75ºC por 15 segundos, em indústrias inspecionadas, sob controle de qualidade, apto para o consumo direto, sem necessitar fervura. O prazo de validade do leite pasteurizado é de poucos dias e requer refrigeração.

O leite UHT (Ultra-Hight Temperature) ou ultrapasteurizado ou “longa-vida”, é aquecido por dois a quatro segundos à temperatura entre 130ºC e 150ºC, envasado sob condições assépticas em embalagens estéreis e hermeticamente fechadas. O leite UHT apresenta vida-de-prateleira de alguns meses, podendo ser conservado sem refrigeração. Quando a embalagem for aberta, passará a requerer conservação em geladeira, devendo ser consumido em poucos dias. A durabilidade do leite UHT não provém do uso de conservantes, mas da combinação do tratamento térmico, da embalagem estéril e hermética e da assepsia do envase.

Os tratamentos térmicos pasteurização e ultrapasteurização não ocasionam perdas nutricionais relevantes, quando comparados entre si e em contraste com o leite cru.

Todos estes pontos aqui colocados podem ser alinhados na orientação nutricional para a escolha de um alimento nutritivo e seguro, como o leite pasteurizado ou ultrapasteurizado, com garantia da qualidade pela indústria e inspecionado pelos órgãos oficiais.

* Paulo Henrique Fonseca da Silva, Farmacêutico-Bioquímico, Doutor em Ciência dos Alimentos, Professor Associado, Chefe do Departamento de Nutrição - Universidade Federal de Juiz de Fora.

Boa nutrição ajuda a sua saúde imunológica

Publicado em: 15/07/2020 Autor: Patrícia Ruffo

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Photo by Orlando Sant´anna

Há vários fatores que ajudam a manter o sistema imunológico saudável e forte: descanso adequado, exercício regular, boa higiene, redução de estresse e uma dieta saudável. É recomendável que a escolha dos alimentos incluam:

Proteínas: ajudam a produzir anticorpos e células do sistema imunológico, e desempenham um papel importante na cura e recuperação. Fontes: ovos, leite, iogurte, peixe, carnes magras, frango, peru, feijão, produtos de soja, nozes e sementes.

Vitamina A: mantém a pele, tecidos da boca, estômago, intestinos, e o sistema respiratório saudáveis, além de ajudar a regular o sistema imunológico. Fontes: alimentos coloridos como cenoura, batata doce, brócolis, espinafre, abóbora e abóbora japonesa.

Vitamina D: ajuda na regulação adequada do funcionamento das células do sistema imunológico. Fontes: alimentos fortificados (leite, cereais, suco de laranja), peixes gordurosos (salmão, cavala, atum) e luz solar.

Vitamina C: ajuda a construir uma pele saudável, que é uma barreira aos microrganismos, e ajuda a proteger as células de danos devido ao seu papel como antioxidante (uma substância que ajuda a proteger as células). Fontes: citrinos (laranjas, toranjas, tangerinas), morangos, papaia, pimentão e espinafre.

Vitamina E: protege as células do sistema imunológico contra danos devido ao seu papel como antioxidante. Fontes: amêndoas, sementes de girassol, manteiga de amendoim, óleo vegetal, espinafre e brócolis.

Zinco: auxilia na criação de novas células imunes, o que contribui para a capacidade do corpo em se curar de feridas. Fontes: carnes magras, frango, peru, caranguejo, ostras, leite, grãos integrais, sementes.

Líquidos: beber líquidos em quantidades adequadas ajuda a regular a temperatura do corpo e ajuda o organismo a eliminar bactérias e outras substâncias nocivas. Os eletrólitos ajudam suas células a manter o equilíbrio hídrico correto para uma hidratação adequada (cerca de 8 copos por dia).

Suplementos: indivíduos com má ingestão de alimentos ou que tenham condição de saúde comprometida podem precisar de apoio dos suplmentos nutricionais orais (ONS) para ajudar o seu sistema imunológico. Converse com o seu profissional de saúde sobre suplementos para a sua dieta.

*Patrícia Ruffo, Msc. Nutricionista para Scientific Medical Affair da Abbott Brasil e membro da Diretoria da SBAN.

 

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Publicado em: 01/07/2020

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