BLOG SBAN: Alimente-se com ciência

Disruptores Endócrinos

Publicado em: 01/06/2021 Autor: Mariana Doce Passadore*

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Photo by Alex Kondratiev

Os disruptores endócrinos, em especial os obesogênicos, são contaminantes emergentes capazes de interferir na regulação endócrina do metabolismo energético e na estrutura do tecido adiposo. Tais efeitos se dão principalmente devido a desregulação hormonal do eixo fome-saciedade, adipogênese, alteração da taxa metabólica de repouso, bem como a alteração da sensibilidade à insulina.

A população humana está progressivamente exposta a tais compostos obesogênicos, devido ao estilo de vida promovido pela sociedade moderna, baseada na industrialização e consumo. Os disruptores endócrinos podem estar presentes em pesticidas, herbicidas, produtos de limpeza, produtos de higiene, medicamentos, plásticos e inclusive no lixo doméstico. São exemplos de disruptores endócrinos bastante conhecidos e estudados, os ftalatos e o Bisfenol-A (BPA), amplamente utilizados na manufatura de plásticos.

Os ftalatos têm a capacidade de ativar receptores ativados por proliferador de peroxissoma e a ativação de PPAR? (peroxisome proliferator-activated receptor gamma) promove aumento da expressão de genes que induzem lipogênese, além de inibir a expressão de genes que promovem lipólise. Quanto ao BPA, os estudos mostram que sua presença nos mais variados produtos leva a alterações hormonais que resultam em diminuição da espermatogênese, aparecimento de cistos nos ovários, além de câncer de próstata e mama. Em crianças, o consumo prolongado de BPA provoca desatenção e hiperatividade, e até mesmo, precipitação de crises de ansiedade, alterações na memória e déficit de desenvolvimento cerebral.

Os compostos obesogênicos, por possuírem suas estruturas principalmente lipofílicas, aumentam a capacidade de deposição da gordura, e consequentemente tem a capacidade de aumentar a sua própria bioacumulação, o que representa o potencial para uma espiral viciosa, não apenas para o aumento da obesidade, mas também aumento da retenção de outros produtos químicos poluentes lipofílicos com uma gama ainda maior de ações adversas. Podendo ser esta uma explicação ao fato da obesidade ser um fator de risco subjacente a outras doenças, tal como síndrome metabólica, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.

*Mariana Doce Passadore é Docente do Curso de Nutrição do Centro Universitário São Camilo.

 

Como a alimentação pode colaborar no combate ao cansaço?

Publicado em: 01/05/2021 Autor: Rosana Farah Lamigueiro Toimil*

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Photo by Isabella and Zsa Fischer

A alimentação está intimamente relacionada com nosso bem-estar físico e mental, isto porque os nutrientes além de desempenharem diversas funções no nosso organismo também são precursores de neurotransmissores como a serotonina (triptofano), dopamina e noradrenalina que podem auxiliar no combate ao cansaço e promover o bem-estar.

Conheça alguns alimentos que podem aumentar a sua disposição:

Banana: contém triptofano e vitamina B6;

Massas e pães integrais: aumentam a secreção de insulina que favorece a produção de serotonina;  

Alimentos que contém cromo: nozes, cereais integrais, fígado e ameixa que auxiliam no humor e disposição;

Peixes de águas profundas: como o salmão e a truta que contém ômega 3, importante na síntese de neurotransmissores;

Castanha do Brasil: rica em selênio que é um antioxidante;

Chocolate amargo: contém tirosina que auxilia na produção de dopamina.

Vale ressaltar que um dos sintomas da anemia ferropriva é o cansaço excessivo, logo deve-se prestar atenção para o consumo de alimentos-fonte de ferro, como carnes bovinas, suínas, gema de ovo e leguminosas.

Por outro lado, uma alimentação rica em gorduras (sobretudo frituras), carboidratos simples, proteínas e açúcares em excesso pode contribuir para uma menor disposição no dia a dia. Da mesma forma, fazer apenas duas refeições com grandes quantidades de alimentos, pode levar a uma digestão muito lenta, "desviando" uma parte da energia que seria destinada a outras funções para a digestão.

Assim, para o seu bem-estar lembre-se de fracionar a alimentação ao longo do dia (menor volume e maior número de vezes) e que a refeição seja equilibrada, completa contendo cereais (integrais de preferência), leguminosas, folhosos, legumes, gorduras "boas" (mono e poli saturadas), carnes magras, frutas e um bom consumo de água entre as refeições.

*Rosana Farah Lamigueiro Toimil é Nutricionista, Professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, Sócia Proprietária da Ávvia Educação e membro da Diretoria da SBAN.

 

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